Afinal, nós somos diferentes!

5 05 2008

ao som das Estaciones Porteñas de Astor Piazzolla

Esse feriado, em especial o final de semana, foram conturbados. Parte das coisas que eu planejei e pelas quais lutei caíram por terra; coisas pessoais, nada comum ou ideológico. Enfim, grande parte das concepções que eu tinha sobre mim mesmo se desfizeram, como estava comentando com outro blogueiro há algum tempo. Ele disse: “todo mundo acha que é diferente”. Eu realmente achava que era.

Mesmo aqueles que eu odeio devem pensar, talvez secretamente, que são diferentes, e isso em muitos níveis: em seus relacionamentos, no modo de enxergar o mundo, o modo de agir, et cetera. Eu penso assim, ou pelo menos pensava; e ainda tento ser diferente, algo que, por algum motivo, é bastante atraente.

Ora, todos buscamos pessoas diferentes. Me parece que isso é uma falácia, ou pelo menos concordo com o Ibrahim. E é realmente difícil, ou pelo menos parece ser, romper com o narcisismo que é buscar alguém diferente, diverso. Talvez reconhecer isso não seja a melhor saída. Reconhecer essa coisa, pelo menos pra mim, remete a se condicionar a algo que não gosto. “Procurar mudar?”. Putz, aí mais um erro: se NÃO somos diferentes, não vamos chegar a esse nível. Pois, se ele existisse, alguém já estaria lá.

Quer dizer que não somos diferentes nem vamos mudar, e todo esse papo de “eu sou diferente” e “eu achava que você era diferente” é inconsistente? Tudo me leva a crer que sim. Esperanças? Eu tenho muitas. Não de que a gente possa mudar, nem na da multiplicidade das pessoas, mas de que a gente pode se divertir se a gente acreditar que isso não faz muita diferença. Vamos nos entregar uns aos outros, é isso aí. E nem venham com o papo de que isso já é ser diferente.

Estou confuso.




Apocalipse daqui à pouco

29 04 2008

ao som de Singing in the Rain, na voz de Frank Sinatra, repetidas vezes, para dar o clima

Estava navegando como de praxe pelos blogs, quando me deparei com algo assustador no Manual Prático de Delinquência Juvenil.

Aqui não tem terremoto. Aqui não tem revolução
Exercício: ligue os pontos

1. A petrobrás descobre mais uma reserva gigante de petróleo na costa brasileira, o que fará do Brasil uma das maiores potências exportadoras de petróleo do mundo.
2. O maior porta-aviões do mundo, pertencente ao exército americano, atraca no RJ na segunda-feira, 21 de abril. Segundo o divilgulgado pela imprensa, serão realizados vários exercícios de guerra anti-submarino, de superfície e antiaérea.
3. Um terremoto de 3 segundos de duração ocorre no litoral brasileiro, cujo epicentro foi no mar, a 215km da costa.

Algum conspirólogo por aqui é capaz de ligar os pontos?

E é claro que eu, conspirólogo nato, tenho minha própria versão da verdade (teoria é para fracos). Consultei minha glândula pineal, e A Deusa me disse as Coisas que Podem Mudar o Mundo.

CUIDADO! Continuando a leitura a partir daqui você estará sujeito às Grandes Verdades, que podem fazer mal para caracinzas, repolhos, acéfalos e parnasianistas.

O Trípodi Os tripods, devido ao tempo ao qual ficaram expostos à pressão no fundo do oceano, acabaram dando margem a escapar petróleo; daí a descoberta da reserva. Quando o Exército foi averiguar (eles fazem parte dos investimentos da Petrobras, podem crer! Mas não contem para ninguém…), descobriram as máquinas extraterrenas, e então ligaram pro Bush. O filho. Afinal, todo mundo sabe que as únicas duas funções de um presidente nos EUA são as relações exteriores e o comando do exército nacional.

Anyway, os marcianos acordaram e estão preparando os tripods. Essa será a nossa primeira Guerra Interestelar, que vai nos lançar no Nova Aeon de Jesus Sorridente, com o fim do cristianismo (sério - John Lennon era um “deles”, e por isso previu o fim do kkkatolicismo e demais seitas) e a ascensão do discordianismo.

Como? Ora, discordianos têm o Conhecimento Oculto Arcano Eresiano. Vamos fazer criadouros da dengue, infectar os mosquitos, e estes darão conta dos carinhas de Marte, que não são verdes, mas marrom-alaranjado-Ubuntu. No fim vai ter uma grande orgia (degustativa!). Isso (mais a orgia que o fim dos tripods, pra ser sincero) fará com que o discordianismo seja mundialmente aceito.

Para quê temer o futuro, então? Eu digo que vai estar na ora de mudar de religião. Mas isso é outra história.




Manifesto Nonadista

22 04 2008

ao som de Eine Kleine Nachtmusik, do Mozart (sim, aquele viadinho)

Manifesto Nonadista

ou

O Grande Manifesto Que Fala Sobre Nada, Ou Quase Isso.

Só o nonada nos une. Socialmente. Economicamente. Filosoficamente. Humoristicamente.

NONADA. O fim de toda a Filosofia. Fim do Pensamento: a bomba atômica explodindo na mente humana e fazendo escorrer miolos liquefeitos pelo nariz.

Conexões junguianas pós-apocalípticas de humor negro: sincronicidade. Nonada. Fatigamo-nos de tanta hipocrisia filosófica: admitam, há coisas além de vós.

Ora, não sentem e esperem por respostas! Corram atrás delas, mas não achem que elas virão. Pois elas virão, mas virão nonada.

Certa vez disseram ser contra todos os importadores de consciência enlatada. Somos contra os importadores, os exportadores, os usuários. E somos importadores, usuários, exportadores da nossa.

Contra a intelligentsia. Os velhacos acadêmicos pseudo-intelectuais leitores de parnasianos em banheiras ricamente trabalhadas – comunistas, anarco-capitalistas, capitalistas: o ismo final é o nonadismo.

Estamos aqui pelo fim da história conhecida: pelo começo da Era Discordiana, pela Iluminação Nonadista. E a iluminação advém do Venerar do Ser, do Ser Feliz em Meio a Bosta. A Bosta está Feita, só nos resta rir e arrumar, ao esperar pela Chuva Divina de Nova Versalhes.

Não apelamos - o nonada impõe. Querem determinismo? Eis que ele surge – só lhes resta determinar suas conseqüências.

N o n a d a




Edward Hopper

21 04 2008

Eu gosto do tema da solidão. Ela tem lá sua beleza melancólica, apesar de não ser nada legal para quem está sozinho. Eu mesmo fico extremamente pra baixo quando tenho que fazer algo sozinho, como caminhar na rua ou almoçar. Acho deprimente, sei lá.

E tem um quadro que sempre chamou muito minha atenção: Automat, do Edward Hopper; já fiz até uma paródia dele, mas esta se perdeu nos meus cadernos de escola. Outro dia eu comecei a dar uma olhada nos outros quadros do Hopper e encontrei uma mina de ouro sem precedentes. Alguns quadros do cara me lembram um verso de Luís de Camões, ” é um andar solitário entre a gente”.

Agora deixo vocês à sós com Hopper.




Biblioteca da Cabala

19 04 2008

Eu abri a página da Biblioteca da Cabala. Lá vou colocar vários textos discordianos. Quem tiver alguma coisa que quiser colocar aqui, pode mandar pra mim pelos contatos que você encontra aqui na Cabala. Por hora, coloquei poucos títulos, mas só coisa boa:

Principia Discordia em inglês

Principia Discordia em português

Thundercats, GO #00001

A Seminovosofia do Polipensar

Era das Conseqüências - A Batalha de Learsi

1001 Gatos de Schrödinger Volume Um

TAZ - Zona Autônoma Temporária

CAOS - Terrorismo Poético e Outros Crimes Exemplares

Manual Prático de Delinqüência Juvenil

Na página da Biblioteca existe a descrição de cada um destes textos. Ou quase isso.




Ando Meio Desligado

15 04 2008

ao som do álbum O A e o Z, dos Mutantes

Quando eu começo a escutar alguma banda ou artista (isso não acontece quando o estilo musical é o jazz) eu vicio e escuto somente essa banda ou artista sem parar. Até enjoar. Leio muito sobre a produção dos caras, decoro páginas com as letras das músicas, ou as uso quando escrevo alguma coisa para a escola ou alguém.

Eu conheci Os Mutantes há algum tempo. Conhecia Balada do Louco, Panis Et Circenses, et cetera. Mas nunca tinha ouvido a fundo. Um dia, então, meu professor de literatura comentou vagamente sobre os caras e isso ficou hibernando no meu inconsciente (ou algo assim). Outro dia me lembrei do meu plano maligno se escutar a banda da Rita Lee e Baptistas, e como agora tenho banda larga, baixei.

Porra, os caras são realmente fantásticos. Recomendo pra cada um que venha visitar essa Cabala. Tanto que, a partir de agora, eu proclamo Os Mutantes (a Formação Original) como Santos de Segundo Grau, e a Rita Lee em especial como a Santa Musa (Quando Jovem) do Rock Psicodélico Brasileiro.

E foi dito.




Revendo possui banda larga

11 04 2008

É, meus caros, após muito tempo vivendo na base do acesso discado, finalmente tenho banda larga aqui em casa. Infelizmente, não posso dizer que isso significa mais posts em curto prazo, mas a longo prazo com certeza.

Não tenho muito a declarar, apenas que estou feliz em poder acessar a rede sem grandes problemas…




Tabacaria

8 04 2008

Eu gosto muito de poesia. Poesia de verdade, sabem como é? Já faz muito tempo que eu conheço e leio o Fernando Pessoa, em especial Álvaro de Campos, e queria dividir com vocês um poema muito bom dele. Aí vai.

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente

Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,
Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Álvaro de Campos, 15° dia do Caos de 3094 YOLD




20-12 1-13-14 4-5 11-1-18-1-13-8-1

6 04 2008

12-5 18-9-13-19-14 2-1-18-19-1-13-19-5 6-5-11-9-23 15-14-17 19-5-17 18-9-4-14 3-14-13-21-9-4-1-4-14 15-1-17-1 5-18-19-5 3-9-17-3-20-11-14 4-5 1-13-9-21-5-17-18-1-17-9-14 4-14 14-17-k20-19-3-9-4-9-14, 5 9-7-20-1-11-12-5-13-19-5 6-5-l1-9-23 15-5-11-14 20-12 1-13-14 4-5 11-1-18-1-13-8-1.

5-20 3-14-13-8-5-3-14 8-1 2-1-18-19-1-13-19-5 19-5-12-15-14 1 3-1-2-1-l1-1 4-14 14-k20-17-19-3-9-4-9-14 5-12 12-1-18-18-1 15-1-17-1 1-4-14-17-1-4-14-17-5-18 4-5 11-1-18-1-7-13-1, 12-1-18 18-14 17-5-3-5-13-19-5-12-5-13-19-5 6-20-9 12-5 4-1-17 3-14-13-19-1 4-14 3-14-13-19-5-20-4-14- 4-5-11-1. 6-20-3-5-9 2-1-18-19-1-13-19-5 15-5-11-1-18 15-1-7-9-13-1-18 4-14 2-11-14-7, 11-9 21-1-17-9-1-18 3-14-9-18-1-18 16-20-5 14-18 17-5-21 15-5-19-5-17-18-14-13 3-5-k5-12-15, 18-1-13-19-1-20-12 5 3-1-13-5-4-14 5-18-3-17-5-21-5-17-1-12, 19-17-1-4-20-23-9-17-1-12 5 1-4-1-15-19-1-17-1-12. 17-5-3-14-13-8-5-3-14 14 14-17-k20-19-3-9-4-9-14 3-14-12-14 20-12-1 4-1-18 12-1-9-14-17-5-18 5 12-5-11-8-14-17-5-18 3-1-2-1-l1-1-18 4-9-18-3-14-17-4-9-1-13-1-18 2-17-1-18-9-l1-5-9-17-1-18, 5 3-14-12 20-12-1 15-17-14-4-20-3-1-14 5-13-14-17-12-5.

20-12-1 15-17-14-4-20-3-1-14 5 19-1-13-19-14, 15-14-17 6-1-11-1-17 13-5-11-1. 5 19-20-4-14 13-14 3-20-17-19-14 15-17-1-23-14 4-5 20-12 1-13-14. 1-11-7-20-12-1-18 3-14-9-18-1-18 3-14-12-14 1 15-5-17-6-5-9-19-1 19-17-1-4-20-3-1-14 4-5 20-12- 11-9-21-17-14 4-5 13-5-14-11-14-7-9-18-12-14-18 5-12 9-13-7-11-5-18 9-13-21-5-13-19-1-4-14-18 15-14-17 4-14-20-7-11-1-18 1-4-1-12-18 5 10-14-8-13 11-11-14-y4 18-1-14 21-5-17-4-1-4-5-9-17-1-18 15-5-17-14-11-1-18- 15-1-17-1 1 3-14-12-20-13-9-4-1-4-5 4-9-18-3-14-17-4-9-1-13-1 5 9-13-19-5-11-5-3-19-20-1-11 5-12 7-5-17-1-11.

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6-5-11-9-23 1-13-9-21-5-17-18-1-17-9-14!




Ajudando um escritor iniciante

25 03 2008

Eu sempre quis ter um site ou um blog onde eu pudesse escrever. Na verdade, já tive vários. O fato é que eles não passavam da primeira postagem. O Rev. Ibrahim Cesar, ou melhor, seu blog, foi quem me influenciou e ajudou a manter um blog mais consolidado, além de ter me apresentado o discordianismo. Algumas vezes eu troco idéias com o cara por MSN, e as conversas são boas: isso me fez considerar o cara muito.

Ontem, décimo dia da Discórdia, ele postou um pedido em seu blog, mas só hoje eu vi. Está na hora de retribuir minimamente o favor do cara. Ele escreveu, durante o fim da estação das Conseqüências de 3173 YOLD, um livro que dizem ser muito interessante. Vindo do Ibrahim, não duvido. O problema é que lançar um livro é difícil, principalmente quando se está no começo; portanto, ele está pedindo ajuda.

Peço que leiam a postagem do cara, e, se possível, o ajudem de alguma maneira. Eu mesmo vou ver se é possível, visto que a proposta dele é razoável. Esse reverendo vai canonificar todos aqueles que o ajudarem, haha!

Clique aqui para ser um mecenas.

Escrito pelo Reverendo Beraldo