ao som do disco Sociedade Da Grã Ordem Cavernista, do Raul Seixas
Este é o segundo post da série “Sim, nós podemos!” (o nome é meio bobo, eu sei), que versa sobre o controle da informação e formas de hackerar desse controle. Desta vez vamos discutir o modo legal de contornar o monopólio da informação, e, principalmente, a desfiguração que sofrem determinados fatos.
Existe na internet, e muitos dos leitores devem conhecer, um tal Centro de Mídia Independente (CMI - http://www.midiaindependente.org/), feito pelos visitantes e contribuintes, que podem postar, por exemplo, vídeos, fotos, notícias, artigos, resenhas. Funciona? Bom, a Wikipédia funciona muitíssimo bem e, a priori, da mesma forma que o CMI. É confiável? A Veja é confiável? O Estado de São Paulo é? Não existe exatidão e imparcialidade em se tratando de jornalismo, seja ele profissional ou amador. A diferença, é que a visão parcial do Centro de Mídia Independente é a das classes desfavorecidas menos favorecidas, ou pelo menos não é a visão imperialista empresarial.
Utilizando-se dessa ferramenta, podemos dar uma visão alternativa para um público considerável que visita o site. O mais importante: é um Centro de Mídia Independente, ou seja, desvinculado de qualquer iniciativa privada visando o lucro. Dessa forma, podemos hackear a classe dos vetores distribuindo informação que não obedece a regras ou padrões e interesses empresariais sem quebrar as leis, considerando que o site é um vetor de informação, que os estoques são os fatos recolhidos pelo público e o fluxo de informação é grande, dado o número de visitantes do Centro de Mídia Independente.
Aqui na minha cidade de São Carlos há uma rádio pirata nos arredores da USP, e um professor meu tem um programa nessa rádio. Um dia, ouvindo ao programa, ele colocou no ar uma gravação com dois piás que falavam sobre o CMI. O que achei interessante, afinal não tão poucas pessoas escutam essa rádio, e a divulgação foi feita de forma bastante interessante, apesar de não conseguir me recordar exatamente como o assunto era abordado. Com isso, dá pra ter uma idéia da importância do CMI.
No próximo post finalizarei a série de nome tosco, e vou disponibilizar o texto que inspirou essa série de posts.

Cara,
Você escreveu uma coisa muito interessante no seu post. Realmente é muito difícil, até mesmo praticamente impossível ser imparcial com alguma coisa. Até a manchete é imparcial. Toda informação parece que leva o leitor para uma tendência. Muito interessante.
Outra coisa mais interessante ainda. Em quem confiar? Essa questão da credibilidade também é interessantíssima. Já vi muita gente comentar que a Wikipedia não é confiável, mas que outros veículos são. Acaba que entramos numa parcialidade de gosto no nosso veículo de informação, hehe.
Eu acho a Wikipedia um negócio fantástico. Não sei se viu o Google lançando o concorrente, chamado Knol, muito interessante também.
Muito bom o seu post.
Grande abraço.
Ótimo que tenha gostado, hahaha
Realmente esse negócio de imparcialidade é uma questão muito interessante. E acho ainda mais legal a coisa do “em quem confiar”; outro dia, estava conversando com um blogueiro e ele disse algo como “há pessoas que não acreditam em nada com a marca da mídia oficial”. São alienados ou confiam no jornalismo profissional?
Não conhecia esse Knol… Vou dar uma olhada no que acho sobre ele!
Abraços!
Caro Beraldo,
Algumas informações do Knol: http://fhaznew.blogspot.com/2007/12/knoll-do-google-ser-o-novo-concorrente.html
http://blogoscoped.com/archive/2007-12-14-n19.html
Sobre a marca da mídia comercial, acho que caminho para o mesmo caminho do seu amigo blogueiro, hehehe.
Grande abraço.