A Grande Peregrinação Discordiana: Outros Dias
15 Outubro, 2008
Como fiquei sem conseguir escrever sobre a Grande Peregrinação Discordiana nos outros dias da viagem, vou escrever agora:
Sexagésimo quinto dia da Burocracia de 3174 YOLD
Saímos lá pelas oito horas de Castro, Paraná, seguindo em direção a Curitiba. Interessante notar que, passando pelo distrito industrial de Curitiba, eu consegui acumular energias “almeidanas”. Pegamos, então, a direção para a famigerada BR-101, que é muito de boa, mas antes passamos pelo KM 666 da BR-376 (acho que era essa).
Lá pelas quatro horas da tarde chegamos em São José, cidade do rev. Peterson, e o Destino Principal da viagem. Fuçamos até acharmos o apartamento dele, depois fomos para a parte continental de Florianópolis, onde escolhemos um hotel bem próximo da casa do rev. Peterson.
À noite deu-se o Grande Desaniversário do Reverendo Peterson, onde conheci pesos pesados do cenário discordiano e caoísta do país; creio que um atrator estranho foi formado ali. De qualquer forma, muitas idéias sugiram, e algumas já foram postas em prática. Posso dizer que os discordianos ali presentes – Schneider, Kathy, o próprio Peterson, Tiago e Carol (avatar de Éris) são fantásticos; A Deusa foi louvada como nunca nesse Grande Desaniversario. Tanto que, pelo jeito, convidarei esses discordianos e os outros que não puderam ir até lá para vir aqui em minha cabala, em São Carlos, comemorar meu desaniversário.
Sexagésimo sexto dia da Burocracia de 3174 YOLD
Foi um dia que fiquei em Floripa; o irmão do rev. Peterson mostrou a ilha pra gente, e nos levou num restaurante à beira-mar fantástico; depois, passeamos mais um pouco por lá, e fomos a um shopping – nota: a pedido de minha mãe. Eu não gosto de shoppings, mas foi proveitoso, já que comprei um livro novo! – onde eu e Peterson espalhamos fnords, literal e figurativamente, e discutimos váárias idéias que foram surgindo na livraria.
Sexagésimo sétimo dia da Burocracia de 3174 YOLD
Infelizmente, o dia que tive de ir embora de Floripa. A partir de aqui, o conteúdo da viagem não é importante, a não ser o fato de eu ter passado, novamente, pelo KM 666. Quando eu voltar para lá, vou tirar uma foto ao lado da placa. Isso porque não gosto de fotos!
Enfim, infelizmente acabou essa Primeira Grande Peregrinação Discordiana, mas posso garantir que mais outras muitas surgirão!
Que Éris vos desguie!
A Grande Peregrinação Discordiana: Dia Um
10 Outubro, 2008
ao som de músicas aleatórias da Janis Joplin
Castro/PR, Sexagésimo quarto dia da Burocracia de 3174 YOLD
É, gente, são 19h12 do primeiro dia de minha viagem de São Carlos Saint Charles até São José, em Santa Catarina, onde visitarei o reverendo Peterson em ocasião de seu desaniversário. Acordei hoje lá pelas seis da manhã, e saímos às sete horas, em direção a Jaú. Descemos até Barra Bonita, onde meu pai resolveu pegar um dinheiro, e nos perdemos na cidade por dois motivos: a cidade é horrível, demoramos uns trinta minutos até achar o centro; depois, os moradores dão explicações diversas sobre que caminho tomar. Parece que nem eles entendem muito bem como é a cidade.
Continuamos a viagem até Avaré, Itaí, Taquarituba, depois Itaberá, onde comemos, lá pela uma da tarde. Seguimos abastecidos até Itapeva, depois em direção a Itararé, que fica praticamente na divisa do estado de São Paulo-Paraná. As estradas todas estavam muito bem conservadas, porém eram simples; foi só perto de Castro, de onde este reverendo vos escreve, que havia um belo trecho de estrada duplificada.
Sobre as considerações além-estrada, fico puto com o tamanho das fazendas e a monocultura praticada por elas; acho que eu vi só uma que parecia fazer rotação de cultura, e umas duas ou três pequenas propriedades com culturas diversas. Fui presenteado com diversas coincidências com o 23 e, visitando o moinho de vento construído para comemorar os cinqüenta anos da imigração holandesa para esses lados de Castro – eles têm um lugar chamado Castrolanda, que é lindo, absurdamente bem feito, e com uma comunidade interessante, ainda que religiosa – visitando o moinho eu pude assinar o livro de visitas e deixar um pequeno mindfuck: a data segundo o calendário discordiano.
Hotel simples a gente pegou, o que eu acho bom, principalmente pelo fato de possuir wireless.
Amanhã sigo em direção a Curitiba – não entro na cidade, mas sei que vou passar pelo distrito industrial, e isso é o suficiente para absorver um pouco do espírito de Ari Almeida. Depois, vou descer em direção à Floripa para chegar a tempo ao Grande Destino, o desaniversário do rev. Peterson.
Aí em baixo, uma fotinho de Castro para saberem como é o lugar; cidade pequena, mas legal, até.

Créditos para Leandro Arndt
Viagem Discordiana
9 Outubro, 2008
ao som do álbum A Boy Named Charlie Brown, do Vince Guaraldi Trio
23!
Minha gente, amanhã, sexagésimo quarto dia da Burocracia de 3174 YOLD, começa minha peregrinação discordiana para chegar a tempo ao desaniversário do reverendo Peterson. Aproveitando o espaço desta cabala, e a viagem – eu não viajo para fora do estado de São Paulo há um bom tempo – irei escrever sobre os acontecimentos que Éris irá por em meu caminho. Caso eu suma, não pensem que eu morri: talvez eu não consiga acessar a internet em todos os lugares; não sei como vou acessar ela, para ser sincero. De qualquer forma, irei anotar tudo em algum lugar, e depois posto aqui.
Que vocês fiquem com o cao de Éris.
23,23/23
