Passado
27 Julho, 2008
ao som da Rapsódia Sobre um Tema de Paganini, Op. 43, décima oitava variação; do Prelúdio em Mi Bemol, Op. 23, número 6; da Vocalise, todos de Rachmaninoff
Já notaram que o passado é mutável? Vejam vocês a Europa da idade média: ações religiosas reprováveis, falta de higiene, absolutismo, ciência quase nula. Muitas das coisas daquela época são consideras ruins ou amorais, desumanas. Mas, sempre foi assim? E quanto àquilo que chamamos de presente, não vai ser julgado sob diferentes óticas com o passar do tempo?
Uma banda lança um álbum novo: há quem goste, há quem desgoste, dentro da crítica especializada. Mas nunca saberemos se o trabalho vai se imortalizar, como aconteceu com o Dark Side of the Moon, ou se vai ser jogado para o limbo.
O passado não existe, num certo sentido, pois é só interpretação histórica de um emaranhado de fatos descritos por uma pessoa que tinha sua própria interpretação de seu tempo. O passado não nos condena, a não ser que o presente o condene. Passado é mutável, amorfo!
Quero saber onde isso vai nos levar…
