ao som de músicas sortidas dos Mutantes

Pessoa hipotética um (vulgo fulano) diz:
Fla
Pessoa hipotética dois (vulgo ciclano) diz:
Oi, cmo vai?
Pessoa hipotétia um (vulgo fulano) diz:
Bem, e vc?
Pessoa hipotética dois (vulgo ciclano) diz:
Tbm. Novidades?
Pessoa hipotétia um (vulgo fulano) diz:
N, e vc?
Pessoa hipotética dois (vulgo ciclano) diz:
N tbm.

Já cansei de ter inícios de conversas como a do fulano e ciclano no IM, isso quando a conversa não acaba por aí mesmo. Sério; vocês devem passar por isso, então sabem que é realmente irritante essa falta de assunto (e, porra!, essa fala de assunto é um enorme paradoxo: não vivemos na era da informação? Não temos milhares de acontecimentos e idéias viajando nas ondas magnéticas, de rádio, etc., que atravessam nosso corpo a todo o momento?!).

O problema maior, em verdade, não é que os outros não têm novidades: é que nós mesmos nunca temos (ou, quando temos, segundo eu andei notando, é sempre algo que você “comprou”, ou “ganhou”, ou “conquistou”). Isso mostra o quão VAZIA é a nossa vida. E isto é culpa nossa, ainda que não exclusivamente.

O que eu fiz com uma ou duas pessoas amigas minhas foi sugerir que tivessem novidades toda a semana. Se levassem a sério isso, creio que duas idéias seriam possíveis: a primeira é olhar para o cotidiano com olhos mais incisivos e observadores, de modo a entender certas coisas como novidades, porém eu desgosto dessa idéia; gosto é da segunda, que é agir para ter, sempre, uma novidade.

Deixo aqui, portanto, uma idéia: como seria viver em função de ter sempre coisas novas acontecendo? Eu estou tentando aplicar isso, e vem surtindo efeitos, ainda que tímidos.

Foto por fazen