Leitura é conseqüência?

9 junho, 2008

ao som do álbum Whatever, de Aimee Mann (que fez grande parte da trilha sonora de Magnolia)

Ontem estava a conversar com o Rev. Peterson e ele soltou uma frase pequena e profunda, profunda demais pra ficar apenas na conversa de MSN. A frase era que a leitura é conseqüência da inteligência ou caráter crítico da pessoa, e não formadora disso.

Sim e não.

Ora, pensando aqui, eu cheguei à conclusão (“Conclusões? Não me venham com conclusões / A única conclusão é morrer.”) de que depende muito do caso. Você pode formar o caráter crítico de uma pessoa a partir da leitura, mas não só dela – filmes, música, et cetera pode fazer isso. Você pode aperfeiçoar o caráter crítico de alguém a partir da leitura, ou reforçá-lo.

E isso pode ser nato.

A leitura não é em todos os casos o caminho, mas não deixa de ser, em alguns casos. Não podemos nos esquecer que existem leituras inúteis, num certo sentido, e que existem leituras utilíssimas, mas que pode-se não entender. Dessa forma, a leitura se completamenta, é formadora, sustenta a formação e garante a distribuição e aquisição de conhecimento, mas, ainda assim, não é a única via para que essas coisas aconteçam (ainda que possa ser a melhor).

Faz sentido? Leiam a postagem do Rev. Peterson, lá existe uma outra abordagem. Também atentem à enquete que ele criará sobre o assunto.

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