Ubuntu

11 junho, 2008

ao som do álbum LIE: the Love and Terror Cult, do Charles Manson (sim, o próprio)

Já há algum tempo eu uso o sistema operacional Ubuntu Linux, porém foi só agora que resolvi escrever minhas impressões sobre o sistema. A comunidade discordiana, no geral, utiliza bastante o Linux, e o Ubuntu em especial é muito bem suportado e conhecido.

Introdução

O Ubuntu é uma distribuição do Linux suportado por uma empresa chamada Canonical, de onde a maioria das modificações, atualizações e etc. para o sistema saem. Tem um valor muito grande pelo mundo, já sendo usada em diversas escolas, universidades, empresas, e por aí vai.

Por ter o código aberto, o Ubuntu evolui rapidamente, tendo umas duas versões novas por ano. Isso permite que diversos problemas sejam solucionados, novas funcionalidades adicionadas, modificações feitas com uma velocidade muito superior à dos softwares proprietários, que possuem o código-fonte protegido sob a fortaleza coorporativa que é dono dele.

Coisas boas

O Ubuntu é bastante amigável, desde o começo. A primeira vez que rodei o Live CD do Ubuntu 7.10 no meu notebook (um Toshiba Satellite A135-S4637), ele identificou que o fabricante de minha bateria havia feito recall dela, e que eu poderia estar em risco (e ainda estou, já que não fui atrás do recall), algo que o Windows Vista nunca havia feito.

Além disso, é visualmente bonito e leve, e ainda assim possui muito mais recursos gráficos que o ambiente gráfico do Windows, por exemplo. A instalação é extremamente simples, e faz tudo para você. Criei uma partição para o Ubuntu sem problemas e sem a necessidade de formatar o HD (já notaram que HD lembra um emoction?).

Após instalado, as atualizações foram feitas, programas eu baixei com uma rapidez fantástica e facilidade idem. Na internet existe a solução para quase todos os problemas que possam surgir, e, acredite, eles VÃO surgir. Num certo sentido, isso é bom, pois você acaba se acostumando com os comandos no Terminal, que é o modo não-gráfico de dar comandos e fazer coisas no Ubuntu (estou tentando dar uma explicação para os bem leigos, de modo que ela não corresponde inteiramente à realidade).

O sistema também é bastante seguro. Para instalar pacotes (que podem ser desde programas até as atualizações, ou ainda funcionalidades à parte) o sistema pede a senha do administrador. Para modificar arquivos do sistema também, e isso só pode ser feito a partir do Terminal. Como um amigo blogueiro disse, é um sistema operacional contra idiotas.

Tudo acontece muito rapidamente no Ubuntu. Os programas abrem rapidamente, as atualizações são instaladas rapidamente, os programas, as configurações. Em pouco mais de duas horas você está usando o Ubuntu como se sempre houvesse usado ele na vida. A maioria dos atalhos são parecidos com os do Windows (talvez o motivo seja que os atalhos do Windows tenham sido copiados de algum lugar, que por sua vez foram copiados de outro, e por aí vai), e tudo é costumizável. Praticamente tudo, mas principalmente aquilo que se refere ao visual.

O ruim

Como eu disse mais acima, os problemas VÃO surgir. Porém, a maioria deles é resolvido em pouquíssimo tempo – basta fazer umas consultas no fórum brasileiro, no Google, ou, mais raramente, no fórum gringo. Porém, infelizmente, existem problemas que parece que só são resolvidos com atualizações ou novas versões do sistema.

A maioria desses problemas que ficam por muito tempo insolúveis é de hardware. Vou citar alguns exemplos meus. A primeira versão do Ubuntu que instalei foi a 7.10, e nela a placa de rede wireless não funcionava de jeito algum. Quando atualizei para a nova versão, a placa foi reconhecida instantaneamente, por meio dos “drivers restritos”, drivers proprietários que o Ubuntu usa por falta de drivers de código-fonte aberto.

Porém eu ainda tenho problemas. Sempre tive esses problemas, aliás. Com o som e o vídeo. A minha placa de som foi indevidamente reconhecida, pois não reconhece quando eu plugo o headphone na entrada frontal – o som continua a sair pelas caixas de som, e o fone fica mudo. Outras pessoas reclamam que o som sai pelo fone E pelos alto-falantes, o que também é irritante.

Algumas vezes, quando vou tocar algum filme, o tocador simplesmente trava, por algum motivo macabro. Outras, o vídeo dá alguns problemas, e tenho que reiniciar o notebook. Outras, e mais freqüentes, tudo corre bem.

Mas o grande problema, que muita gente tem, é o flash. Vídeos do YouTube, por exemplo, rodam de um jeito muito estranho (algumas vezes acelerado), e o som inexiste. E procurei em muitos lugares como arrumar, tentei diversas coisas, e nada funcionou.

Também sinto falta de algum programa similar ao Photoshop. Muita gente fala bem do GIMP, mas eu achei ele, particularmente, horrível, principalmente no que se refere à tipografia. Também é difícil aprender a usar um software novo, ainda mais quando este é mais limitado que o antigo.

Ou seja, os problemas do Ubuntu, em sua maioria, e pelo menos comigo, são relacionados à reprodução de vídeo e áudio, conteúdo multimídia, resumidamente, e algumas incompatibilidades de hardware não tão difícieis de resolver. Nada que vá me fazer parar de usar o Ubuntu, mas coisas que ainda me fazem manter o Windows lado a lado do Linux.

Conclusão

O Ubuntu, e as várias distribuições do Linux, em geral, ainda exigem do usuário que quer manter sua máquina rodando tudo perfeitamente alguma malícia, jeito para a pesquisa, certa paciência e algum conhecimento de informática.

Por possuir uma estabilidade absurda, recomendo o Ubuntu para aqueles que trabalham bastante com o computador; mas se você faz do seu computador um centro de entretenimento, ou seja, assiste filmes, usa-o para tocar música para a casa toda, e joga, recomendo no mínimo um dual-boot – o que significa “mantenha o Windows por enquanto”.

Por enquanto.

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Nonadism revisited

10 junho, 2008

ao som da trilha sonora do filme Magnolia

Nonada.

Coisas surgem, coisas são postuladas, catalogadas, estudadas. Infindavelmente. Infinitamente. Enquanto coisas sugirem, surgirá a apropriação humana delas, e, conseqüentemente, os estudos, catálogos, postulações.

Por mais que controlemos o conhecimento… Nonada é como surgem as coisas. Nonada é seu valor, nonada é o valor de seus derivados. Quando Gaia morrer, moreremos, enterraremos nossas diversões, nossos sofrimentos, nossos divertimentos, nossa sabedoria toda.

Nonada.

Nego tudo o que chegou até aqui.

Nego tudo o que há de chegar a partir daqui.

Pois o valor de tudo é nada, e nada tem valor de tudo, e paradoxos são formas chiques de se terminar um texto. Por isso não vou terminar aqui. Por isso apelo ao NONADA, para que, de uma forma sacrosantificada, numa religiosidade sintética, eu crie mais conteúdo inútil e que este se perpetue. Que criem postulações, catálogos e estudos sobre tudo isso, e que deitem pro chão, invariavelmente, como tudo o que é humano, como tudo o que é divino.

“[…]pergunte ao vento, à vega, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão:

“É hora de embriagar-se”! Para “não serem os escravos martirizados do tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso” Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.”

ao som do álbum Whatever, de Aimee Mann (que fez grande parte da trilha sonora de Magnolia)

Ontem estava a conversar com o Rev. Peterson e ele soltou uma frase pequena e profunda, profunda demais pra ficar apenas na conversa de MSN. A frase era que a leitura é conseqüência da inteligência ou caráter crítico da pessoa, e não formadora disso.

Sim e não.

Ora, pensando aqui, eu cheguei à conclusão (“Conclusões? Não me venham com conclusões / A única conclusão é morrer.”) de que depende muito do caso. Você pode formar o caráter crítico de uma pessoa a partir da leitura, mas não só dela – filmes, música, et cetera pode fazer isso. Você pode aperfeiçoar o caráter crítico de alguém a partir da leitura, ou reforçá-lo.

E isso pode ser nato.

A leitura não é em todos os casos o caminho, mas não deixa de ser, em alguns casos. Não podemos nos esquecer que existem leituras inúteis, num certo sentido, e que existem leituras utilíssimas, mas que pode-se não entender. Dessa forma, a leitura se completamenta, é formadora, sustenta a formação e garante a distribuição e aquisição de conhecimento, mas, ainda assim, não é a única via para que essas coisas aconteçam (ainda que possa ser a melhor).

Faz sentido? Leiam a postagem do Rev. Peterson, lá existe uma outra abordagem. Também atentem à enquete que ele criará sobre o assunto.

Cinco

5 junho, 2008

ao som da música Os Números, do Raulzito, repetidas vezes

O Rev. Ibrahim Cesar criou um tipo de promoção neste link, e eu resolvi participar. Vamos ver o que ele escreveu:

Resolvi fazer um grupo de escrita que está aberto a qualquer um interessado em participar.

Objetivo

Escrever uma postagem que envolva cinco itens em qualquer contexto, objetivo. Em forma de lista ou não. Você pode falar sobre os cinco elementos ou sobre seus cinco órgãos humanos prediletos. Você pode ir criando desde já e linkar para esta página. Dia 23 de Junho eu encerro as participações e sorteio o prêmio.

Vocês querem uma lista? Ora, terão uma lista!

Minha lista é uma lista baseada nos números – quero dizer, uma lista SOBRE os números. Vamos ver o que vira…

“Meus amigos essa noite eu tive uma alucinação
Sonhei com um bando de número invadindo o meu sertão
E de tanta coincidência que eu fiz essa canção.”
(Raul Seixas – Os números)

Um

“-Falar do número um
Falar do número um não é preciso muito estudo,
Só se casa uma vez e foi um Deus que criou tudo,
Uma vida só se vive, só se usa um sobretudo.”
(Raul Seixas – Os números)

Um é a unidade. O uno. O ímpar. O sui generis. Nós geralmente pensamos que somos únicos, especiais, diferentes. “Um” também é um artigo indefinido em português; ainda no campo língua, “um” pode ser uma anomatopéia de um gemido de prazer. E qual o som de batidas de palma de uma mão só?

Dois

Dois é o primeiro número primo. Dois é dualidade – carro chefe de muitas religiões, desde os tempos do maniqueísmo do profeta persa Mani. De dois elementos se formam os casais; dois é, num certo sentido, o oposto à solidão. Folie à deux. Para os chineses, “boas coisas vêm em pares”. Dois dá a sensação de equilíbrio, de simetria. Dois são os gêmeos, e duplo deve ser o desgosto de tê-los.

O ser humano se divide, ainda seguindo os passos no mínimo equívocos de Hegel, entre duas coisas, entre dois caminhos, entre duas dúvidas, entre duas escolhas: viver ou morrer? Fazer o que gostamos ou então ganhar dinheiro? Esquerda ou direita? Ser “livre” ou se casar? Fazer o que os outros esperam de nós ou o que queremos? “Bem e mal, amor e guerra, preto e branco, bicho e gente / Rico e pobre, claro e escuro, noite e dia, corpo e mente.”

Três

Três: aí entra alguém no meio. Ménage à trois. Uma trinca, no poker, é uma boa mão. Os três mosqueteiros, os três poderes, os três tipos de galáxias (espirais, elípticas e irregulares), as três estrelas que formam o cinto de Órion na constelação homônima, as três leis que os robôs de Issac Asimov.

Na psicologia, segundo Freud, nossa mente é composta pelo id, o ego e o superego, sendo o ego a “síntese” da relação antitética entre id e superego (instintos e valores, convenções sociais, numa resumida porca). A trindade Brahma, Vishnu e Shiva. A alma tríplice de Platão. No Vietnã, tirar uma foto de três pessoas dá má sorte. Três é o número das trilogias – filmes, livros, literatura de banheiro, etc., várias coisas acontecem em três.

Três eram os “valores” da burguesia de 1789: liberdade, igualdade e fraternidade. Também são três as cores básicas. Existe até um site sobre o número: The Book of Threes. Três é o número de discos do álbum All Things Must Pass, do George Harrison.

Quatro

“-Agora o quatro
E o quatro é importante, quatro ponto cardeal,
Quatro estação do ano, quatro pé tem um animal,
Quatro perna tem a mesa, quatro dia o carnaval.”
(Raul Seixas)

“Dado um mapa plano, dividido em regiões, quatro cores chegam para o colorir, de forma a que regiões vizinhas não partilhem a mesma cor.”
(Teorema das quatro cores)

Na China, onde todo mundo é estranho (eles pensam isso da gente também), algumas pessoas sofrem da tetrafobia – medo do quatro. Alguns prédios não possuem o quarto andar, por exemplo. Para Aristóteles, o velho grego, são quatro as causas implicadas na existência de algo: a causa material (do que algo é feito; cobre, por exemplo); a causa formal (a coisa; uma peça de cobre, por exemplo); a causa motora (o que dá origem ao processo no qual a coisa surge; uma máquina, por exemplo); a causa final (aquilo para o qual a coisa é feita; um elemento de cobre de uma máquina, por exemplo).

Quatro são as dimensões. As forças do Universo (gravidade, eletromagnetismo, força fraca e força forte). Adenina, citosina, guanina e timina. A, B, O, AB. Quatro planetas “de pedra”, ou “terrestres” no sistema solar: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. E quatro gigantes: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O Tetragrammaton. “De quatro” e “entre quatro paredes”. O trevo-de-quatro-folhas.

Cinco

O pentagrama, o pentágono, as cinco pedrinhas da página 00054. Rosas costumam ter cinco pétalas. A menor nota emitida de Euro. Os cinco sentido, a quintessência, o quinto elemento. Em numerais romanos, V, o “V da vitória”, o cumprimento de “paz-e-amor” hippie, coisa roubada dos discodianos.

Por falar em discordianismo, cinco é o número de caracteres no sistema oficial de numeração; cinco são as leis do Pentarroto, cinco é o número sagrado e o dia dos feriados dos Apóstolos Discordianos; cinco é o número de dias na semana segundo o calendário discordiano.

Cinco é o número de dias que temos que esperar pelos finais de semana se seguirmos o falso calendário. Em algumas culturas, são cinco os pontos cardeais, pois eles incluem o centro. Nas culturas orientais, cinco é o número de elementos: água, fogo, terra, madeira e metal; cada um desses elementos é associado a um dos cinco planetas visíveis a olho nu.

E, para finalizar, a maior verdade dita até agora:

A Lei dos Cinco
A Lei dos Cinco diz simplesmente que: TODAS AS COISAS ACONTECEM EM CINCO, OU SÃO DIVISIVEIS OU MULTIPLICAVEIS POR CINCO, OU ESTÃO DE CERTA FORMA DIRETA OU INDIRETAMENTE LIGADAS AO 5.
A Lei dos Cinco nunca está errada.
Ps.: é muita injustiça não agradecer os artigos “um”, “dois”, “três”, “quatro” e “cinco” das Wikipédias lusófonas e inglesas. Portanto, obrigado. =)

Seja criativo

3 junho, 2008

Estou me interessando mais profundamente pelo Creative Commons – algo que já conhecia, mas não muito. Algo que gostava e queria cultivar, mas não sabia como. Pesquisando um pouco, eis que acho um vídeo muito interessante, e bastante fácil de entender, explicando o CC, demonstrando suas vantagens. E é em português. Ou seja, nada de desculpas. Só assistam:

Vídeo legal em flash sobre Creative Commons. Tem aproximadamente uns 7mb.

Isso é pra comemorar que meu blog possui, agora, uma licença dessas.

Estava lendo o blog da Giseli, Pensamentos randômicos, quando me deparei com a seguinte postagem:

Pessoal, vamos dar uma mãozinha para o Firefox? D

A proposta é essa: Fazer do Firefox 3 o programa mais baixado em 24 horas após o lançamento.

Várias formas possíveis:
* Inscrevendo-se no Firefox 3 Download Day. Desse modo você receberá informações sobre o recorde e será avisado via e-mail quando a versão final do navegador estiver disponível para download;
* Promovendo uma festa na sua casa, escritório ou escola. Se não quiser fazer a festa, procure uma próximo de sua casa e participe;
* Tornando-se um Firefox Campus Representative (representante universitário) e obtendo apoio na sua universidade;
* Ou colocando um banner do Download Day no seu blog/site.

Quando eu tiver um pouco mais de recursos, acho que vou promover uma festa D

Estou repassando a informação. Eu simplesmente adoro o Firefox e as iniciativas da comunidade do software livre, e estou tentando ajudar. Aliás, essa é a primeira postagem com esse teor no meu blog, espero que ela signifique algo para alguém. Inscrevam-se no primeiro link que a Giseli nos passou e ajudem a Raposinha.

Isso é uma Ordem Episcopal.

Download Day

Progresso

28 maio, 2008

ao som do álbum Wish You Were Here, do Pink Floyd e com a pupila dilatada por causa da oftamologista

Outro dia eu fiz uma prova de redação na escola cujo tema comum entre três textos era a idéia de progresso. Bom, eu estava de saco cheio de fazer dissertações, e nas instruções estava escrito para redigir um texto. Eu havia tido uma aula de literatura uns dois dias antes falando sobre o concretismo, movimento que eu gosto bastante, num certo sentido.

“Ora”, pensei, “vou escrever um poema concreto!”.

Não sei bem ao ceeeerto se eu pensei nisso, mas que eu escrevi, escrevi.

Eu não tenho o poema em mãos, mas me lembro bem dele. Se eu errar ou mudar alguma coisa aqui, acerto depois que pegar a prova (o que, talvez, provavelmente, vai acontecer amanhã).

MUDANÇA
UDANÇAP
DANÇAPR
ANÇAPRO
NÇAPROG
ÇAPROGR
APROGRE
PROGRES
PROGRESS
PROGRESSO

PROGRESSO DANÇA
DANÇA PROGRESSO

PROGRESSO
PROGRESSO
PROGRESSO
PROGRESSO?

MUDANÇA
MUDANÇ
MUDAN
MUDA
MUD
MU

É meu primeiro poema concreto desse tipo (não sei se o uni(co)verso pode ser considerado um poema concreto, e não quero dar nome à classe dele), e por isso não está perfeito. Fora que foi feito em meia hora, provavelmente menos.

Lembrando que MU é um ideograma chinês para nada.

PS.: Eu também escrevi uma dissertação, no fim, para o caso da burocracia ser muito grande e não aceitar meu poema como passível de nota. O que é bem fácil de acontecer.