ao som do álbum Highway 61 Revisited, do Bob Dylan

Sempre achei esses memes e conversasões de blogs coisas muito legais. Por isso resolvi criar um meme – mas não um tão comum.

Objetivo
O objetivo é bem simples: divulgar blogs perigosos, que sua mãe não gostaria que você lesse, que a Liga das Senhoras Nervosas da Igreja KKKatólica tentaram a todo custo conter; para isso, é necessária uma pequena descrição do blog para incitar o movimento da mão e o clique do mouse no link do blog recomendado.

O blog que eu desrecomendo é o Manual Prático de Delinquência Juvenil. Blog do falecido Ari Almeira, renascido Timóteo Pinto, morto e renascido Ari Almeira, e agora renascido Timóteo Pinto, o cara que move o blog é um delinqüente das velhas, atuante na região da Fria & Obscura cidade de Curitiba, leitor de Hakim Bey & Outras Revistas de Sala de Espera em Consultório de Dentista.

Já possui um livro publicado contando as peripécias de seu velho bando na Fria Cidade, livro que possui emoções as mais variadas – amor, medo, ódio, raiva, desespero, saudade, tudo regrado pela Boa e Velha Caninha. Tudo guiado pelA Deusa.

Além de muito sábio, o autor é tipo um Robin (o Batman é outro, menos afeminado) moderno – possui identidade secreta, salvou muita gente da Ignorância & Barbárie humanas. Agora, só te resta visitar! E… tome cuidado com o que você vai ler quando esse meme se estender…

ao som do álbum Whatever, de Aimee Mann (que fez grande parte da trilha sonora de Magnolia)

Ontem estava a conversar com o Rev. Peterson e ele soltou uma frase pequena e profunda, profunda demais pra ficar apenas na conversa de MSN. A frase era que a leitura é conseqüência da inteligência ou caráter crítico da pessoa, e não formadora disso.

Sim e não.

Ora, pensando aqui, eu cheguei à conclusão (“Conclusões? Não me venham com conclusões / A única conclusão é morrer.”) de que depende muito do caso. Você pode formar o caráter crítico de uma pessoa a partir da leitura, mas não só dela – filmes, música, et cetera pode fazer isso. Você pode aperfeiçoar o caráter crítico de alguém a partir da leitura, ou reforçá-lo.

E isso pode ser nato.

A leitura não é em todos os casos o caminho, mas não deixa de ser, em alguns casos. Não podemos nos esquecer que existem leituras inúteis, num certo sentido, e que existem leituras utilíssimas, mas que pode-se não entender. Dessa forma, a leitura se completamenta, é formadora, sustenta a formação e garante a distribuição e aquisição de conhecimento, mas, ainda assim, não é a única via para que essas coisas aconteçam (ainda que possa ser a melhor).

Faz sentido? Leiam a postagem do Rev. Peterson, lá existe uma outra abordagem. Também atentem à enquete que ele criará sobre o assunto.

Cinco

5 junho, 2008

ao som da música Os Números, do Raulzito, repetidas vezes

O Rev. Ibrahim Cesar criou um tipo de promoção neste link, e eu resolvi participar. Vamos ver o que ele escreveu:

Resolvi fazer um grupo de escrita que está aberto a qualquer um interessado em participar.

Objetivo

Escrever uma postagem que envolva cinco itens em qualquer contexto, objetivo. Em forma de lista ou não. Você pode falar sobre os cinco elementos ou sobre seus cinco órgãos humanos prediletos. Você pode ir criando desde já e linkar para esta página. Dia 23 de Junho eu encerro as participações e sorteio o prêmio.

Vocês querem uma lista? Ora, terão uma lista!

Minha lista é uma lista baseada nos números – quero dizer, uma lista SOBRE os números. Vamos ver o que vira…

“Meus amigos essa noite eu tive uma alucinação
Sonhei com um bando de número invadindo o meu sertão
E de tanta coincidência que eu fiz essa canção.”
(Raul Seixas – Os números)

Um

“-Falar do número um
Falar do número um não é preciso muito estudo,
Só se casa uma vez e foi um Deus que criou tudo,
Uma vida só se vive, só se usa um sobretudo.”
(Raul Seixas – Os números)

Um é a unidade. O uno. O ímpar. O sui generis. Nós geralmente pensamos que somos únicos, especiais, diferentes. “Um” também é um artigo indefinido em português; ainda no campo língua, “um” pode ser uma anomatopéia de um gemido de prazer. E qual o som de batidas de palma de uma mão só?

Dois

Dois é o primeiro número primo. Dois é dualidade – carro chefe de muitas religiões, desde os tempos do maniqueísmo do profeta persa Mani. De dois elementos se formam os casais; dois é, num certo sentido, o oposto à solidão. Folie à deux. Para os chineses, “boas coisas vêm em pares”. Dois dá a sensação de equilíbrio, de simetria. Dois são os gêmeos, e duplo deve ser o desgosto de tê-los.

O ser humano se divide, ainda seguindo os passos no mínimo equívocos de Hegel, entre duas coisas, entre dois caminhos, entre duas dúvidas, entre duas escolhas: viver ou morrer? Fazer o que gostamos ou então ganhar dinheiro? Esquerda ou direita? Ser “livre” ou se casar? Fazer o que os outros esperam de nós ou o que queremos? “Bem e mal, amor e guerra, preto e branco, bicho e gente / Rico e pobre, claro e escuro, noite e dia, corpo e mente.”

Três

Três: aí entra alguém no meio. Ménage à trois. Uma trinca, no poker, é uma boa mão. Os três mosqueteiros, os três poderes, os três tipos de galáxias (espirais, elípticas e irregulares), as três estrelas que formam o cinto de Órion na constelação homônima, as três leis que os robôs de Issac Asimov.

Na psicologia, segundo Freud, nossa mente é composta pelo id, o ego e o superego, sendo o ego a “síntese” da relação antitética entre id e superego (instintos e valores, convenções sociais, numa resumida porca). A trindade Brahma, Vishnu e Shiva. A alma tríplice de Platão. No Vietnã, tirar uma foto de três pessoas dá má sorte. Três é o número das trilogias – filmes, livros, literatura de banheiro, etc., várias coisas acontecem em três.

Três eram os “valores” da burguesia de 1789: liberdade, igualdade e fraternidade. Também são três as cores básicas. Existe até um site sobre o número: The Book of Threes. Três é o número de discos do álbum All Things Must Pass, do George Harrison.

Quatro

“-Agora o quatro
E o quatro é importante, quatro ponto cardeal,
Quatro estação do ano, quatro pé tem um animal,
Quatro perna tem a mesa, quatro dia o carnaval.”
(Raul Seixas)

“Dado um mapa plano, dividido em regiões, quatro cores chegam para o colorir, de forma a que regiões vizinhas não partilhem a mesma cor.”
(Teorema das quatro cores)

Na China, onde todo mundo é estranho (eles pensam isso da gente também), algumas pessoas sofrem da tetrafobia – medo do quatro. Alguns prédios não possuem o quarto andar, por exemplo. Para Aristóteles, o velho grego, são quatro as causas implicadas na existência de algo: a causa material (do que algo é feito; cobre, por exemplo); a causa formal (a coisa; uma peça de cobre, por exemplo); a causa motora (o que dá origem ao processo no qual a coisa surge; uma máquina, por exemplo); a causa final (aquilo para o qual a coisa é feita; um elemento de cobre de uma máquina, por exemplo).

Quatro são as dimensões. As forças do Universo (gravidade, eletromagnetismo, força fraca e força forte). Adenina, citosina, guanina e timina. A, B, O, AB. Quatro planetas “de pedra”, ou “terrestres” no sistema solar: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. E quatro gigantes: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. O Tetragrammaton. “De quatro” e “entre quatro paredes”. O trevo-de-quatro-folhas.

Cinco

O pentagrama, o pentágono, as cinco pedrinhas da página 00054. Rosas costumam ter cinco pétalas. A menor nota emitida de Euro. Os cinco sentido, a quintessência, o quinto elemento. Em numerais romanos, V, o “V da vitória”, o cumprimento de “paz-e-amor” hippie, coisa roubada dos discodianos.

Por falar em discordianismo, cinco é o número de caracteres no sistema oficial de numeração; cinco são as leis do Pentarroto, cinco é o número sagrado e o dia dos feriados dos Apóstolos Discordianos; cinco é o número de dias na semana segundo o calendário discordiano.

Cinco é o número de dias que temos que esperar pelos finais de semana se seguirmos o falso calendário. Em algumas culturas, são cinco os pontos cardeais, pois eles incluem o centro. Nas culturas orientais, cinco é o número de elementos: água, fogo, terra, madeira e metal; cada um desses elementos é associado a um dos cinco planetas visíveis a olho nu.

E, para finalizar, a maior verdade dita até agora:

A Lei dos Cinco
A Lei dos Cinco diz simplesmente que: TODAS AS COISAS ACONTECEM EM CINCO, OU SÃO DIVISIVEIS OU MULTIPLICAVEIS POR CINCO, OU ESTÃO DE CERTA FORMA DIRETA OU INDIRETAMENTE LIGADAS AO 5.
A Lei dos Cinco nunca está errada.
Ps.: é muita injustiça não agradecer os artigos “um”, “dois”, “três”, “quatro” e “cinco” das Wikipédias lusófonas e inglesas. Portanto, obrigado. =)

ao som das Estaciones Porteñas de Astor Piazzolla

Esse feriado, em especial o final de semana, foram conturbados. Parte das coisas que eu planejei e pelas quais lutei caíram por terra; coisas pessoais, nada comum ou ideológico. Enfim, grande parte das concepções que eu tinha sobre mim mesmo se desfizeram, como estava comentando com outro blogueiro há algum tempo. Ele disse: “todo mundo acha que é diferente”. Eu realmente achava que era.

Mesmo aqueles que eu odeio devem pensar, talvez secretamente, que são diferentes, e isso em muitos níveis: em seus relacionamentos, no modo de enxergar o mundo, o modo de agir, et cetera. Eu penso assim, ou pelo menos pensava; e ainda tento ser diferente, algo que, por algum motivo, é bastante atraente.

Ora, todos buscamos pessoas diferentes. Me parece que isso é uma falácia, ou pelo menos concordo com o Ibrahim. E é realmente difícil, ou pelo menos parece ser, romper com o narcisismo que é buscar alguém diferente, diverso. Talvez reconhecer isso não seja a melhor saída. Reconhecer essa coisa, pelo menos pra mim, remete a se condicionar a algo que não gosto. “Procurar mudar?”. Putz, aí mais um erro: se NÃO somos diferentes, não vamos chegar a esse nível. Pois, se ele existisse, alguém já estaria lá.

Quer dizer que não somos diferentes nem vamos mudar, e todo esse papo de “eu sou diferente” e “eu achava que você era diferente” é inconsistente? Tudo me leva a crer que sim. Esperanças? Eu tenho muitas. Não de que a gente possa mudar, nem na da multiplicidade das pessoas, mas de que a gente pode se divertir se a gente acreditar que isso não faz muita diferença. Vamos nos entregar uns aos outros, é isso aí. E nem venham com o papo de que isso já é ser diferente.

Estou confuso.

12-5 18-9-13-19-14 2-1-18-19-1-13-19-5 6-5-11-9-23 15-14-17 19-5-17 18-9-4-14 3-14-13-21-9-4-1-4-14 15-1-17-1 5-18-19-5 3-9-17-3-20-11-14 4-5 1-13-9-21-5-17-18-1-17-9-14 4-14 14-17-k20-19-3-9-4-9-14, 5 9-7-20-1-11-12-5-13-19-5 6-5-l1-9-23 15-5-11-14 20-12 1-13-14 4-5 11-1-18-1-13-8-1.

5-20 3-14-13-8-5-3-14 8-1 2-1-18-19-1-13-19-5 19-5-12-15-14 1 3-1-2-1-l1-1 4-14 14-k20-17-19-3-9-4-9-14 5-12 12-1-18-18-1 15-1-17-1 1-4-14-17-1-4-14-17-5-18 4-5 11-1-18-1-7-13-1, 12-1-18 18-14 17-5-3-5-13-19-5-12-5-13-19-5 6-20-9 12-5 4-1-17 3-14-13-19-1 4-14 3-14-13-19-5-20-4-14- 4-5-11-1. 6-20-3-5-9 2-1-18-19-1-13-19-5 15-5-11-1-18 15-1-7-9-13-1-18 4-14 2-11-14-7, 11-9 21-1-17-9-1-18 3-14-9-18-1-18 16-20-5 14-18 17-5-21 15-5-19-5-17-18-14-13 3-5-k5-12-15, 18-1-13-19-1-20-12 5 3-1-13-5-4-14 5-18-3-17-5-21-5-17-1-12, 19-17-1-4-20-23-9-17-1-12 5 1-4-1-15-19-1-17-1-12. 17-5-3-14-13-8-5-3-14 14 14-17-k20-19-3-9-4-9-14 3-14-12-14 20-12-1 4-1-18 12-1-9-14-17-5-18 5 12-5-11-8-14-17-5-18 3-1-2-1-l1-1-18 4-9-18-3-14-17-4-9-1-13-1-18 2-17-1-18-9-l1-5-9-17-1-18, 5 3-14-12 20-12-1 15-17-14-4-20-3-1-14 5-13-14-17-12-5.

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3-14-13-19-9-13-20-5-12 14 2-14-12 19-17-1-2-1-11-8-14 , 5 18-1-11-21-5 5-17-9-18!

1-7-14-17-1 15-1-18-18-14 1 2-14-l1-1- 15-1-17-1 14 13-1-4-1 15-5-13-18-9-19-9-21-14!, 15-1-17-1 16-20-5 5-18-19-5 5-18-3-17-5-21-1 18-20-1-18 9-12-15-17-5-18-18-14-5-18 1-3-5-17-3-1 14 14-17-k20-19-3-9-4-9-14 5-12 12-1-18-18-1 15-1-17-1 1-4-14-17-1-4-14-17-5-18 4-5 11-1-18-1-7-13-1. 1-9 21-1-9: 1 1-13-14 2-9-18-18-5-22-19-14

6-5-11-9-23 1-13-9-21-5-17-18-1-17-9-14!