Sim, nós podemos! #2

7 dezembro, 2007

ao som do disco Sociedade Da Grã Ordem Cavernista, do Raul Seixas

Este é o segundo post da série “Sim, nós podemos!” (o nome é meio bobo, eu sei), que versa sobre o controle da informação e formas de hackerar desse controle. Desta vez vamos discutir o modo legal de contornar o monopólio da informação, e, principalmente, a desfiguração que sofrem determinados fatos.

Existe na internet, e muitos dos leitores devem conhecer, um tal Centro de Mídia Independente (CMI – http://www.midiaindependente.org/), feito pelos visitantes e contribuintes, que podem postar, por exemplo, vídeos, fotos, notícias, artigos, resenhas. Funciona? Bom, a Wikipédia funciona muitíssimo bem e, a priori, da mesma forma que o CMI. É confiável? A Veja é confiável? O Estado de São Paulo é? Não existe exatidão e imparcialidade em se tratando de jornalismo, seja ele profissional ou amador. A diferença, é que a visão parcial do Centro de Mídia Independente é a das classes desfavorecidas menos favorecidas, ou pelo menos não é a visão imperialista empresarial.

Utilizando-se dessa ferramenta, podemos dar uma visão alternativa para um público considerável que visita o site. O mais importante: é um Centro de Mídia Independente, ou seja, desvinculado de qualquer iniciativa privada visando o lucro. Dessa forma, podemos hackear a classe dos vetores distribuindo informação que não obedece a regras ou padrões e interesses empresariais sem quebrar as leis, considerando que o site é um vetor de informação, que os estoques são os fatos recolhidos pelo público e o fluxo de informação é grande, dado o número de visitantes do Centro de Mídia Independente.

Aqui na minha cidade de São Carlos há uma rádio pirata nos arredores da USP, e um professor meu tem um programa nessa rádio. Um dia, ouvindo ao programa, ele colocou no ar uma gravação com dois piás que falavam sobre o CMI. O que achei interessante, afinal não tão poucas pessoas escutam essa rádio, e a divulgação foi feita de forma bastante interessante, apesar de não conseguir me recordar exatamente como o assunto era abordado. Com isso, dá pra ter uma idéia da importância do CMI.

No próximo post finalizarei a série de nome tosco, e vou disponibilizar o texto que inspirou essa série de posts.