Nonadism revisited

10 junho, 2008

ao som da trilha sonora do filme Magnolia

Nonada.

Coisas surgem, coisas são postuladas, catalogadas, estudadas. Infindavelmente. Infinitamente. Enquanto coisas sugirem, surgirá a apropriação humana delas, e, conseqüentemente, os estudos, catálogos, postulações.

Por mais que controlemos o conhecimento… Nonada é como surgem as coisas. Nonada é seu valor, nonada é o valor de seus derivados. Quando Gaia morrer, moreremos, enterraremos nossas diversões, nossos sofrimentos, nossos divertimentos, nossa sabedoria toda.

Nonada.

Nego tudo o que chegou até aqui.

Nego tudo o que há de chegar a partir daqui.

Pois o valor de tudo é nada, e nada tem valor de tudo, e paradoxos são formas chiques de se terminar um texto. Por isso não vou terminar aqui. Por isso apelo ao NONADA, para que, de uma forma sacrosantificada, numa religiosidade sintética, eu crie mais conteúdo inútil e que este se perpetue. Que criem postulações, catálogos e estudos sobre tudo isso, e que deitem pro chão, invariavelmente, como tudo o que é humano, como tudo o que é divino.

“[…]pergunte ao vento, à vega, à estrela, ao pássaro, ao relógio, a tudo que flui, a tudo que geme, a tudo que gira, a tudo que canta, a tudo que fala, pergunte que horas são; e o vento, a vaga, a estrela, o pássaro, o relógio responderão:

“É hora de embriagar-se”! Para “não serem os escravos martirizados do tempo, embriaguem-se; embriaguem-se sem descanso” Com vinho, poesia ou virtude, a escolher.”